Torna-se hábito...vício mesmo. A procura continua do Pico. Mutante contínuo. Nunca está igual. Deleita-nos com espectáculos vários ao longo do dia. Qual Hodini em números de ilusionismo. Ora está. Ora já não está. Ora parece que está. Ora está mesmo.
Há dias piores, em que uma espécie de nostalgia se apodera de mim e penso em voltar. São as saudades da montanha. Sempre omnipresente. Referencial de uma espécie de alegria inconsciente. Quando lá estou, pasmo como não me canso de procurar o Pico, várias vezes ao dia...Continuamente os meus olhos buscam essa visão estáticamente sublime, para nela descansar e sonhar. São momentos mágicos que ficam e nos dão animo para aguentar o resto do ano na diáspora. Qualquer dia volto...e fico.